segunda-feira, 26 de julho de 2010

If I could touch the stars


Eu queria postar alguma coisa no blog, só não sabia o quê. Fiquei procurando entre os milhares de textos inacabados que perambulam pela minha pasta de documentos algum que pudesse ter a honra (ou não) de ser finalizado. Achei um sobre certo sonho que tive com estrelas cadentes. Parecia bem interessante e eu realmente queria terminá-lo, mas a preguiça bateu e eu desisti. Até que... uma pessoa legal me mandou um texto legal que falava sobre estrelas legais =)

Postarei o texto que me enviaram e o que eu escrevi (nota: sim, vou postar inacabado mesmo u.u)

Arthur lhe enviou uma mensagem:

Assunto: Uma estrela que se chamava...

"Sabe... Uma vez em uma das vigílias que faço todas as noites, do quintal da minha casa eu dei conta de todas as estrelas... Certa vez eu dei falta de umas delas... Cadê a “!” estrela que tava ali? Acredita que era uma estrela cadente e eu tive 5 segundos para fazer a minha prece e fiz... Eu fechei os olhos e fiz, e enquanto estava de olhos fechados comecei a imaginar os meus sonhos acordando, eu imaginava a esperança batendo na porta da minha casa e enquanto estava de olhos fechados a estrela caía... Perdeu sua luz no fundo do mar... E eu? Eu sigo só... Só me resta esperar... Eu faço vigílias todos os dias, do telhado da minha casa eu dou conta de todas as ondas e sempre torço para que uma delas saia do lugar, para que eu possa ver brilhos de luz no fundo do mar... Estrela a brilhar, sonhos a sorrir... Milagres acontecendo... Esperança de pé!
...
Mas não... Mas não há de ser nada, pois sei que a madrugada acaba quando a lua se Poe... A estrela que escolhi não cumpriu com meu pedido, pois ela caiu no mar e se apagou, se ela souber nadar... Faça-me o favor
...
Eu cheguei até a dar um nome a essa estrela... Chamei-a de Mariana, e eu queria que ela... Não importa onde essa estrela esteja
...
Brilhe sempre onde estiver e que tenha uma ótima semana. :D
...
O milagre que esperei nunca me aconteceu... Quem sabe só você pra trazer o que já é meu.

(O Teatro Mágico - Vigília)"

Do Arthur, de Roraima. Uma pessoa rara.

O texto inacabado:

Chega uma certa idade em que você precisa pagar o preço de ter dois cromossomos sexuais “x”. E eu pago um preço bem alto, na minha opinião. Noite passada eu não consegui dormir. Fiquei até umas três horas da manhã grudada num fone de ouvido, torcendo pra que, de algum modo, a música levasse a dor embora. Não levou, mas o cansaço foi maior e eu finalmente pude dormir um pouco. A parte realmente legal de tudo isso foi o sonho. Sonhei com estrelas, estrelas cadentes. Eu adoro estrelas e todas as histórias que se referem a elas, acho que já deve ter dado pra perceber. Mas eu nunca tinha sonhado com elas antes, e dessa vez foi diferente... Cada uma caía deixando um rastro colorido, quase como fogos-de-artifício. Tão lindas... Lembro que alguém estava ao meu lado e a gente brincava de fazer desejos, mas eu não consigo recordar quem era. Só lembro de estar deitada no chão, olhando para o céu, inebriada pelo ballet de cores. Enfim, como tudo tem um fim, o sonho acabou.

Mas eu ainda posso fazer as minhas próprias estrelas...

sábado, 17 de julho de 2010

Em 12 horas

Hora de dormir. Sem MSN e sem ouvir a voz “dele” um pouquinho, é bem verdade, mas com um SMS de boa-noite. Vou dormir meio embriagada de coca-cola. Já perdi as contas de quantas vezes prometi que ia parar, que ia largar a bebida, que ia procurar algo que me ajudasse na reabilitação [quem sabe uma versão anti-cocacólica daquelas tornozeleiras anti-álcool que a Lindsay Lohan tem? Ótima idéia...], mas não adianta, a “maldita” não me larga!

Recuso a minha cama, é fria demais. Corro pra cama da mãe. Coisa boa é cama de mãe... tá sempre quentinho lá. Me abraço com ela, não dando a mínima se eu não caibo mais naquele abraço. Tento me encolher na mesma posição em que eu ficava na barriga dela [lembra, mãe? Como era mesmo?], sem muito resultado. Num último esforço de encaixe, bato a testa no espelho da cama. “Ai meu chifreeee!” reclamo. “Cruz credo, minha filha! Nessa fase ainda não tem chifre não...”. Boa, mãe! Valeu pelo consolo; bem mais tranqüila, agora. Fico ruminando o “nessa fase”. Desisto e prefiro a solteirice da minha cama.

Me agarro ao urso polar com nome de fruta verde que agora fica por ali, lutando bravamente contra a minha sinusite alérgica e contra a minha TPM emo. Depois de reler pela 1.354.987ª vez todas as 296 mensagens da caixa de entrada do meu celular, adormeço. Sonho com escola, com provas e com piscina [sei lá, nem eu entendi...]. Às 10 da manhã, abro os olhos e corro pro celular. Não, não tem nenhuma mensagem de “bom-dia”. “ok, ele ainda não acordou”. Dez e meia... Dez e quarenta... Dez e quarenta e quatro... “me recuso a receber outro ‘bom-dia’ que não seja o teu! Só levanto daqui quando aparecer a 297ª mensagem!”. Meio-dia eu abro mão da birra e resolvo ir tomar café-da-manhã.

Ligo o computador e corro pro MSN. Ninguém interessante on-line... “Grandes merdas"[outra coisa que eu deveria parar de fazer/falar, mas quem liga?]. Visito o blog de um escritor gaúcho, cafeinado e com intenções de feminólogo. Percebo que estou paquerando ele cada dia mais. Sobre mim: não raro eu me apaixono por escritores. Pior pra mim, né? Tem idéia da dificuldade de encontrar um homem que escreva (BEM), nesse Brasil? A maioria já morreu ou me lembraria o meu avô. Cogito a hipótese de mandar um e-mail pra ele. Esqueço logo em seguida. Quando eu tiver 23 anos eu faço isso.

Descubro que odeio Legião Urbana. Quero dizer, a nossa relação passou da fase “amor eterno e incondicional” pra fase “entre tapas e beijos”, digna de música setaneja. Adoro quando ele canta “então me abraça forte e me diz mais uma vez que já estamos distantes de tudo” ou quando, de cima de uma nuvem de metal, me consola dizendo que “a nossa história não ficará pelo avesso, assim, sem final feliz. Teremos coisas bonitas pra contar...”; mas o odeio de todo o meu fígado quando ele conta que “é só você que tem a cura pro meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo o que eu ainda não vi”. Remédio pra essas coisas deveria vender em farmácia....

Ah, ligue 0XX(98)2010 1504 010 e doe R$10,00 para a campanha “Ajude uma adolescente a se ver livre da Coca-cola”. Prometo que não usarei o dinheiro pra comprar qualquer outro tipo de refrigerante, ou de água gaseificada com ki-suki.

P.S: a menos que você seja sádico, não ouça “Linger” em períodos de fossa amorosa.

Faça sua própria estrela de papel =)


sexta-feira, 9 de julho de 2010

E então? Você aceita ser o meu pinguim?


Chorar de alegria: Quando sai um pouquinho de sorriso pelo canto dos olhos...

[sei lá, vai ver é só mania de conceituar]

domingo, 4 de julho de 2010

Você sabe que é para você...

"Nós, mulheres, sabemos ser más quando queremos... Eu tenho que concordar com você, meu amigo... Mas eu não queria que fosse assim. Queria ser simples, queria não ter TPM, queria não ficar triste se “ele” não ligou ainda, queria não machucar nem fazer com que sintam culpa. Eu vou me ajeitar, prometo."

Lembro quando você foi me esperar na parada de ônibus onde eu descia; a cabeça cheia de planos, o olhar esperançoso. O que eu fiz? Não fui pra casa. Preferi ficar na escola, “quebrando o galho” de um amigo, corrigindo trabalhos idiotas de Gramática. E quando você me ligou e contou o acontecido? Eu ri. Disse que você era lerdo por não ter me ligado antes e avisado sobre o seu intento.

ѼRodrigo Walker: isso não foi bonito, sua terrorista! Coitado... Agora eu sinto que tenho que comprar um bombom pra ele...

[Eu ainda dou um para ele, Rodrigo, prometo. Quando aconteceu comigo, pelo menos eu ganhei um refrigerante. É, ele bonzinho demais comigo...].

Mas então tu disseste que era p’ra ter sido surpresa e eu soltei uma tímida lamentação “Você sabe o quanto eu queria ter voltado p’ra casa mais cedo... Queria muito poder te ver...”. Acho que você deve ter ficado feliz com isso, porque comprou o livro que eu queria há um tempão e me chamou de “Meu Anjo” pela primeira vez...

ѼRodrigo Walker: tá vendo? a gente se lasca muito por vocês... e vocês nem...

[Não é verdade. Viu só como eu guardo todos os detalhes, até os mais bestas? Eu não sou tão má assim...]

ѼRodrigo Walker: sei... terroristas...

[Rodrigo, para de atrapalhar meu post, dá pra ser ou tá difícil? Tentando escrever uma coisa romântica e tu me atrapalhando!]

Eu guardo cada beijo na testa, cada conversa no MSN, cada momento como se fossem meus maiores tesouros. E vai ver até são... Guardo o buquê de flores de canudinho, guardo os teus braços na minha cintura, guardo o cata-vento que, lá de cima, espiava o nosso beijo, guardo o embrulho do ovo de páscoa, guardo até o papelzinho do restaurante que dizia o que eu comi no nosso primeiro almoço juntos!

Mas alguém me disse que garotas são más e eu não pude me conter. Tive que te perguntar se eu fui má contigo, se eu te fiz sofrer, se eu te machuquei. Você jurou que não e disse que tinha sorte de me ter ao teu lado...

ѼRodrigo Walker: somos bonzinhos

=DDD

Principalmente ele, que é um hobbit

[Rodrigo, vê se dorme, ok?]

Lembra da caixinha de estrelas? Pois é, eu mesma peguei cada uma delas para dar a você. Na verdade, elas já eram tuas. São as mesmas estrelas que eu encontrei no céu da tua boca (perdoe o lugar-comum, eu não encontrei uma forma melhor para dizer a verdade), as mesmas que eu encontrei no teu sorriso, as mesmas que eu vi nos teus olhos, as mesmas que um dia tu me deste quando me ensinou a crescer e a ser mais mulher. Eu virei uma colecionadora-caçadora de estrelas. Das tuas estrelas.

Vai ver eu sou o teu vício. E você não consegue perceber a tempestade à qual eu te levo porque está bem no olho do furacão. Lá, tudo é calma, mas a verdade é que, do lado de fora, as coisas são/estão bem cruéis.

De minha parte, eu já aceitei. Você é o meu vício. O maior de todos os vícios terrenos, que fique claro. Mas eu já não me importo com a tua tempestade. Eu sei que estou segura, ainda que me encontre no olho do furacão, pois mesmo que lá fora o mundo se acabe com um grande meteoro destruindo toda a existência terrestre – ou apenas o parquinho onde tu brincavas quando era criança -, eu sei que vou ficar bem. Eu tenho a tua certeza.

Lembra do nosso segredo, do nosso acordo de “amor-perfeito”? Você e eu e Ele e Ela. Sabemos que o nosso amor não se resume a nós dois, pois o teu olhar e o meu olhar não foram feitos para se encontrarem e pararem em si próprios. Eles se encontraram e decidiram que iriam seguir juntos em direção ao NOSSO vício. Aquele que É e sempre Será.

E eu não me importo de ser a boba mais feliz do mundo!